PSICOGERIATRIA · CLÍNICA L’AMI

Depressão no idoso: avaliação e tratamento em São Paulo

Depressão depois dos 60 anos é comum e tem tratamento. Ela nem sempre aparece como tristeza: pode vir como cansaço, desinteresse, dores ou esquecimento. Se é você quem sente isso, ou alguém que você ama, a Clínica L’ami oferece uma avaliação sem pressa com psiquiatras com área de atuação em psicogeriatria, em Vila Clementino ou por telemedicina.

POR ONDE COMEÇAR

Quem está buscando ajuda?

Mãe idosa e filha adulta abraçadas e sorrindo ao ar livre
Foto: Logan Weaver / Unsplash

Se é você quem está sentindo

Talvez as coisas tenham perdido a graça, o corpo pese mais ou a memória ande falhando. Procurar ajuda é um jeito de cuidar de si, e você continua decidindo sobre o seu tratamento.

Na consulta, o tempo é seu: dá para contar a história com calma, trazer alguém de confiança se quiser e tirar todas as dúvidas.

Se a preocupação é com alguém da família

Muitas vezes é o filho, a filha ou o companheiro quem percebe primeiro: a pessoa se isolou, largou o que gostava de fazer ou vive dizendo que está cansada.

Você pode agendar pelo WhatsApp e vir junto. Se houver resistência, ajuda começar pelo que a pessoa mesma reconhece, como sono ruim, cansaço ou esquecimento, em vez da palavra depressão.

SINAIS DE ALERTA

Como saber se o idoso está com depressão?

Depois dos 60, a depressão costuma chegar devagar e ser confundida com “coisa da idade”. Vale procurar avaliação se você, ou a família, notar por duas semanas ou mais:

  • perda de interesse pelo que antes dava prazer, como netos, passeios ou programas favoritos;
  • cansaço, desânimo e mais tempo na cama;
  • dores, tonturas ou queixas no corpo que os exames não explicam;
  • esquecimento e dificuldade de concentração que surgiram há pouco tempo;
  • irritação, impaciência ou isolamento;
  • mudança no sono ou no apetite, com perda de peso;
  • frases como “sou um peso” ou “não sirvo para nada”.

No Brasil, cerca de 13% das pessoas de 60 a 64 anos relatam diagnóstico médico de depressão (IBGE, PNS 2019).

Se houver fala sobre morte, vontade de sumir ou de se machucar, procure ajuda no mesmo dia: CVV 188 (24 horas, gratuito), SAMU 192 ou o pronto-socorro mais próximo. Em pessoas idosas, principalmente homens que vivem sozinhos, esse risco merece atenção redobrada.

DEPRESSÃO OU DEMÊNCIA?

Esquecimento pode ser depressão?

Pode. A depressão deixa a atenção, o raciocínio e a memória mais lentos, e às vezes parece o começo de uma demência. Os dois quadros também podem existir juntos, e a depressão está entre os fatores de risco para demência que podem ser tratados (Lancet, 2024).

Por isso a avaliação em psicogeriatria inclui testes cognitivos e, quando necessário, exames de sangue e de imagem. Tratar a depressão costuma melhorar parte das queixas de memória, e o acompanhamento mostra se existe algo além dela que precise de cuidado. Entenda como diferenciar depressão e demência.

NOSSA ABORDAGEM

Como é o tratamento da depressão no idoso na Clínica L’ami?

  1. Primeira consulta de 2 horas. Tempo para ouvir a história com calma, revisar saúde física, sono e todos os remédios em uso, e aplicar testes cognitivos quando indicados. Familiares participam quando indicado.
  2. Investigação de causas clínicas. Alterações de tireoide, falta de vitamina B12, anemia, efeitos de medicamentos e outras doenças podem piorar o humor e entram na avaliação.
  3. Plano feito para a pessoa. O tratamento combina orientação, mudanças no estilo de vida (atividade física, rotina, contato com outras pessoas), técnicas psicoterápicas e medicação quando indicada. Nos mais velhos, a dose começa baixa e sobe devagar, com atenção às interações com outros remédios (JAMA, 2017).
  4. Acompanhamento de perto. Consultas de acompanhamento de 1 hora para ajustar o tratamento, acompanhar efeitos e orientar a família, com encaminhamento para psicoterapia quando indicado.
Consultório da Clínica L'ami, em Vila Clementino, São Paulo
Consultório da Clínica L’ami, em Vila Clementino.

Como agendar uma avaliação?

Mande uma mensagem pelo WhatsApp. A equipe ajuda a escolher o melhor horário, presencial em Vila Clementino ou por vídeo, e explica o que levar. O atendimento é particular, com recibo para pedir reembolso ao plano de saúde. A primeira consulta dura 2 horas, e as consultas de acompanhamento, 1 hora.

QUEM ATENDE

Psiquiatras com área de atuação em psicogeriatria

Dr. Thyago Furtado, psiquiatra e psicogeriatra

Dr. Thyago Furtado

PSIQUIATRA · PSICOGERIATRIA

CRM-SP 194425 · RQE Psiquiatria 71263 · RQE Psicogeriatria 712631

Dra. Regina Malta, psiquiatra e psicogeriatra

Dra. Regina Malta

PSIQUIATRA · PSICOGERIATRIA

CRM-SP 167446 · RQE Psiquiatria 71914 · RQE Psicogeriatria 719141

PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre depressão no idoso

Depressão no idoso tem cura?

Tem tratamento. Com acompanhamento adequado, muitas pessoas voltam a ter disposição e interesse pela vida. O objetivo é a remissão, ou seja, ficar sem sintomas. Como a depressão pode voltar, o tratamento costuma continuar por um tempo depois da melhora, e esse prazo é combinado com o paciente e a família.

Antidepressivo é seguro para idosos?

Na maior parte dos casos, sim, desde que seja escolhido e acompanhado com cuidado. Em pessoas mais velhas, a dose começa baixa e sobe devagar, e o médico fica atento a interações com outros remédios, risco de quedas, sódio baixo no sangue e sangramentos. Por isso vale levar à consulta a lista de todos os medicamentos em uso.

Depressão é coisa da idade?

Não. Envelhecer traz perdas e mudanças, e é natural ficar triste em alguns momentos. A depressão dura semanas, tira o interesse pela vida e atrapalha a rotina, e merece tratamento em qualquer idade.

A família pode participar da consulta?

Sim, quando indicado. Familiares e cuidadores ajudam a contar como o humor, o sono, a memória e a rotina mudaram, e recebem orientação sobre como apoiar o tratamento em casa.

Vocês atendem por telemedicina?

Sim. A consulta por vídeo ajuda quem tem dificuldade para sair de casa ou mora em outra cidade. Quando for preciso fazer testes cognitivos presenciais ou exame físico, a clínica orienta a melhor forma de organizar isso.

Meu pai ou minha mãe não aceita ir ao psiquiatra. O que fazer?

É mais comum do que parece. Ajuda começar pelas queixas que a pessoa reconhece, como sono, cansaço, dores ou memória, e apresentar a consulta como um cuidado com a saúde, sem rótulos. Evite discutir diante de outras pessoas e ofereça companhia no dia. Se quiser, fale antes com a equipe pelo WhatsApp para combinar a melhor forma de fazer o convite.