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TDAH NO ADULTO
Diagnóstico de TDAH no adulto: como é feita a avaliação
O diagnóstico de TDAH no adulto é clínico, feito pelo psiquiatra numa entrevista detalhada. Ele confirma sintomas presentes desde antes dos 12 anos, que continuam hoje, causam prejuízo em mais de uma área da vida e não são mais bem explicados por outra condição. Escalas e relatos de familiares ajudam a confirmar.

Como se preparar para a avaliação
- Leve boletins, cadernos ou relatórios escolares antigos, se tiver.
- Converse antes com pais ou irmãos sobre como você era na infância.
- Convide o parceiro ou um familiar próximo para participar, se possível.
- Anote exemplos recentes de prejuízo no trabalho, nas contas e em casa.
- Leve a lista de remédios e suplementos que usa, com os nomes corretos.
- Leve laudos e exames anteriores, inclusive de outros tratamentos.
- Seja honesto sobre álcool, maconha e outras substâncias; isso muda a conduta.
- Durma bem na noite anterior e reserve tempo para a consulta sem pressa.
Existe exame para TDAH?
Não existe exame de sangue, ressonância, tomografia ou eletroencefalograma que confirme o TDAH. As diretrizes internacionais são claras: o diagnóstico é feito pela história clínica (consenso europeu de 2019).
Exames de laboratório podem ser pedidos quando há suspeita de outras causas para os sintomas, como alterações de tireoide ou anemia. Eles servem para descartar outras condições.
Como é a avaliação de TDAH no adulto?
A avaliação é uma conversa longa e organizada sobre a sua vida, desde a infância até hoje. Na Clínica L’ami, a primeira consulta dura 2 horas, presencial ou por telemedicina.
- História desde a infância: como era na escola, em casa, com os amigos. Boletins e relatos antigos ajudam muito.
- Escalas: questionários como o ASRS, da Organização Mundial da Saúde, usados para triagem.
- Informante: quando possível, o parceiro, um dos pais ou um irmão participa ou responde a algumas perguntas.
- Saúde geral: revisão de sono, humor, uso de álcool e outras substâncias, doenças e remédios em uso.
A avaliação pode levar várias consultas. A primeira dura 2 horas, e as seguintes completam a história, os questionários e a conversa com quem convive com você. O diagnóstico só é fechado quando o quadro está claro.
Quais são os critérios para diagnóstico de TDAH em adulto?
Pelo DSM-5-TR, o adulto precisa ter pelo menos cinco sintomas de desatenção ou cinco de hiperatividade e impulsividade, na maior parte do tempo, há pelo menos seis meses. Em linguagem simples, quatro condições precisam estar presentes:
- Vários sintomas começaram antes dos 12 anos.
- Aparecem em mais de um ambiente, como trabalho e casa.
- Causam prejuízo real no dia a dia.
- Não são mais bem explicados por outra condição.
Se quiser rever como os sintomas aparecem no dia a dia, veja sintomas de TDAH em adultos.
O que pode parecer TDAH e não ser?
Muitas condições causam desatenção e inquietação. Parte da avaliação é justamente descartar ou identificar cada uma delas:
- ansiedade e depressão;
- transtorno bipolar, principalmente fases de aceleração;
- privação de sono, insônia e apneia;
- uso de álcool, maconha e outras substâncias;
- alterações de tireoide e efeitos de alguns remédios;
- excesso de demandas e esgotamento.
O TDAH pode existir junto com essas condições, e isso é comum. Quando a queixa principal é esquecimento que começou recentemente, principalmente depois dos 50 ou 60 anos, a investigação segue outro caminho; veja avaliação de memória.
Preciso de teste neuropsicológico para diagnosticar TDAH?
Nem sempre. A avaliação neuropsicológica não é obrigatória para o diagnóstico de TDAH e, sozinha, não confirma nem exclui o transtorno.
Ela ajuda em situações específicas: quando há dúvida diagnóstica, suspeita de outras condições como dificuldades de aprendizagem, queixas de memória, ou quando uma escola, faculdade ou empresa pede um laudo detalhado. Nesses casos, encaminho para um neuropsicólogo de confiança.
Depois do diagnóstico, conversamos sobre as opções de tratamento. Para uma visão geral, veja TDAH no adulto.
Para quem cuida
Se você é parceiro, pai, mãe ou irmão de alguém em avaliação, suas lembranças e observações têm muito valor. Tente descrever situações concretas, da infância e de hoje, sem julgamentos. Você pode participar da consulta ou responder a algumas perguntas, sempre com o consentimento da pessoa avaliada.
PERGUNTAS FREQUENTES
Dúvidas sobre o diagnóstico de TDAH
Existe exame para TDAH?
Não. Nenhum exame de sangue, de imagem ou eletroencefalograma confirma o TDAH. O diagnóstico é clínico; exames podem ser pedidos para descartar outras causas dos sintomas.
Preciso de teste neuropsicológico?
Nem sempre. Ele não é obrigatório e, sozinho, não fecha o diagnóstico. É útil quando há dúvida, suspeita de outras condições ou necessidade de um laudo detalhado para escola ou trabalho.
Quem pode diagnosticar TDAH em adulto?
O diagnóstico e a indicação de tratamento com remédio são feitos pelo médico, em geral o psiquiatra. Psicólogos e neuropsicólogos contribuem com avaliações complementares.
E se eu não lembrar da minha infância?
É muito comum. Por isso ajudam relatos de pais, irmãos, boletins e fotos. Quando não há nada disso, o médico reconstrói a história com perguntas sobre escola, amizades e rotina.
Quanto tempo leva a avaliação?
A avaliação pode levar várias consultas. Na Clínica L’ami, a primeira consulta tem 2 horas, e as seguintes, 1 hora. O diagnóstico é fechado quando a história, os questionários e as informações de quem convive com você estiverem completos.
A consulta pode ser por telemedicina?
Sim. A avaliação pode ser feita por telemedicina, e o familiar pode participar por vídeo também.
Quer investigar se é TDAH?
A avaliação é feita com calma, olhando sua história inteira. Agende a primeira consulta, presencial na Vila Clementino ou por telemedicina.
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Conteúdo revisado por Dr. Thyago Furtado (CRM-SP 194425 · RQE Psiquiatria 71263 · RQE Psicogeriatria 712631). Última revisão: setembro de 2026. As informações desta página são educativas e não substituem a avaliação médica.
Referências
- Kooij JJS, et al. Updated European Consensus Statement on diagnosis and treatment of adult ADHD. Eur Psychiatry. 2019;56:14-34.
- Faraone SV, et al. The World Federation of ADHD International Consensus Statement: 208 Evidence-based conclusions about the disorder. Neurosci Biobehav Rev. 2021;128:789-818.
- Kessler RC, et al. The World Health Organization Adult ADHD Self-Report Scale (ASRS): a short screening scale for use in the general population. Psychol Med. 2005;35(2):245-56.
- Hirsch O, Christiansen H. Faking ADHD? Symptom Validity Testing and Its Relation to Self-Reported, Observer-Reported Symptoms, and Neuropsychological Measures of Attention in Adults With ADHD. J Atten Disord. 2018;22(3):269-280.
- Moffitt TE, et al. Is Adult ADHD a Childhood-Onset Neurodevelopmental Disorder? Evidence From a Four-Decade Longitudinal Cohort Study. Am J Psychiatry. 2015;172(10):967-77.