TDAH NO ADULTO · CLÍNICA L’AMI
Avaliação de TDAH em adultos e idosos em São Paulo
Para saber se você tem TDAH, é preciso uma avaliação médica que olhe a sua história desde a infância, os sintomas de hoje e o impacto na vida. Não existe exame de sangue ou de imagem que confirme. Na Clínica L’ami, em São Paulo, a primeira consulta dura 2 horas e também investiga outras causas.
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Se é você quem suspeita
Se você sempre se sentiu desorganizado, perde prazos, começa mil coisas e termina poucas, ou lê a mesma página três vezes, pode valer uma avaliação. Muitos adultos passam a vida achando que é preguiça. Entender o que acontece já muda a forma de lidar com o dia a dia.
Se a preocupação é com alguém próximo
Parceiros e familiares costumam perceber os esquecimentos, os atrasos e a impulsividade antes da própria pessoa. Sua visão é muito útil na avaliação, porque ajuda a reconstruir a história. Quando possível, convidamos você a participar de parte da consulta.
SINAIS DE ALERTA
Quando pensar em TDAH?
- Dificuldade de manter a atenção em leituras, reuniões ou conversas longas
- Desorganização com contas, prazos, compromissos e objetos
- Procrastinação que traz prejuízo no trabalho ou nos estudos
- Inquietação, dificuldade de esperar a vez, interromper os outros
- Decisões impulsivas com dinheiro, trabalho ou relacionamentos
- Sensação de que sempre foi assim, desde a escola
- Queixa de memória em pessoa mais velha que, olhando para trás, sempre foi distraída
Se além da desatenção houver tristeza profunda, desesperança ou ideias de morte, procure ajuda logo: CVV 188 (24h, gratuito), SAMU 192 ou o pronto-socorro mais próximo.
Como saber se tenho TDAH?
Só uma avaliação médica consegue dizer se é TDAH. Testes on-line e vídeos ajudam a levantar a suspeita, mas muita coisa pode causar desatenção: ansiedade, depressão, sono ruim, excesso de tarefas.
O TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade) tem três marcas principais:
- Desatenção: se distrair fácil, perder coisas, esquecer compromissos, não terminar tarefas.
- Hiperatividade: no adulto, costuma virar inquietação interna, dificuldade de ficar parado, falar demais.
- Impulsividade: agir sem pensar, interromper, tomar decisões rápidas de que depois se arrepende.
Para o diagnóstico, esses sintomas precisam estar presentes há muito tempo, em mais de um lugar da vida (casa, trabalho, relações) e trazer prejuízo real.
TDAH pode aparecer na vida adulta?
O TDAH começa na infância, mas muita gente só recebe o diagnóstico adulta. Na infância, a pessoa compensava com inteligência, com a estrutura da escola ou com a ajuda dos pais. As dificuldades aparecem quando a vida exige mais organização: faculdade, trabalho, filhos.
Pelos critérios atuais (DSM-5), vários sintomas precisam ter existido antes dos 12 anos. Por isso a avaliação volta até a infância, mesmo quando a pessoa só percebeu o problema agora.
Existe um debate sério na ciência sobre o chamado “TDAH de início tardio”. Um estudo que acompanhou pessoas desde o nascimento até os 38 anos encontrou adultos com quadro parecido com TDAH que não tinham sintomas na infância (Moffitt, 2015). Outros pesquisadores explicam parte desses casos por sintomas mais leves que passaram despercebidos, ou por outras condições que imitam o TDAH. A questão ainda não está fechada.
Na prática, isso significa ser honesto: quando os sintomas começaram só na vida adulta, investigamos com mais cuidado o que mais pode explicar a desatenção antes de falar em TDAH.
Como é a avaliação de TDAH no adulto?
A avaliação é feita principalmente por uma entrevista longa. Na Clínica L’ami, a primeira consulta dura 2 horas, tempo para entender a sua história com calma.
- História desde a infância: escola, boletins, comportamento, relação com os estudos e com as regras.
- Escalas de sintomas, como a ASRS, uma escala de rastreio da Organização Mundial da Saúde. Ela ajuda, mas sozinha não fecha diagnóstico.
- Informações de quem convive: quando possível, ouvimos um familiar, parceiro ou parceira.
- Descartar outras causas: ansiedade, depressão, transtorno bipolar, problemas de sono e uso de álcool ou outras substâncias podem causar ou piorar a desatenção. Muitas vezes há mais de uma condição ao mesmo tempo.
- Revisão de remédios e exames: quando necessário, pedimos exames. Em alguns casos, encaminhamos para avaliação neuropsicológica.
Se você já faz acompanhamento de depressão ou ansiedade e sente que algo não se encaixa, vale trazer essa dúvida para a consulta.
TDAH existe em pessoas com mais de 50 ou 60 anos?
Existe. O TDAH pode acompanhar a pessoa a vida toda, e muitos nunca foram diagnosticados porque na época ninguém falava disso. Um estudo na Holanda encontrou TDAH em cerca de 3 em cada 100 pessoas com 60 anos ou mais (Michielsen, 2012).
Nessa fase, o TDAH pode ser confundido com queixa de memória. A pessoa esquece onde deixou as chaves, perde o fio da conversa, se atrapalha com as contas. A pergunta que ajuda é: isso é novo ou sempre foi assim?
Quando a desatenção é antiga e estável, pode ser TDAH. Quando é nova e está piorando, é preciso investigar outras causas, inclusive alterações de memória. Nesses casos, fazemos também uma avaliação de memória. A ansiedade também costuma se misturar com os sintomas nessa idade; veja ansiedade no idoso.
Qual o tratamento do TDAH no adulto?
O tratamento combina orientação, estratégias práticas e, quando indicado, medicação. O objetivo é diminuir o prejuízo no dia a dia.
- Entender o diagnóstico: saber o que é TDAH tira muito da culpa e ajuda a planejar.
- Organização: agenda, alarmes, listas curtas, dividir tarefas grandes em partes pequenas.
- Técnicas psicoterápicas: a terapia cognitivo-comportamental adaptada para TDAH ajuda com procrastinação e planejamento. Quando faz sentido, encaminhamos para psicoterapia.
- Sono, exercício e cuidado com álcool: fazem diferença real na atenção.
- Medicação quando indicada: os remédios para TDAH mostram benefício em adultos em estudos controlados (Cortese, 2018). A escolha considera outras doenças, pressão arterial, coração e os remédios em uso, o que pesa ainda mais em pessoas mais velhas.
Todo remédio pode ter efeitos colaterais. Por isso o acompanhamento é feito com consultas de acompanhamento regulares. Saiba mais sobre o atendimento em psiquiatria.
O que mais você quer entender sobre TDAH?
Reunimos textos curtos sobre as dúvidas mais comuns de quem desconfia ter TDAH ou convive com alguém que tem.
- Sintomas de TDAH em adultos: como a desatenção, a inquietação e a impulsividade aparecem no trabalho, nas contas e nas relações.
- Como é feito o diagnóstico: existe exame? precisa de teste neuropsicológico? o que levar para a consulta.
- Tratamento do TDAH no adulto: remédios, psicoterapia e estratégias de organização.
- TDAH em mulheres: por que o diagnóstico costuma chegar tarde.
- TDAH, ansiedade e depressão: quando uma condição se mistura com a outra.
- TDAH no idoso: como diferenciar de problema de memória depois dos 60.
NOSSA ABORDAGEM
Como é o cuidado na Clínica L’ami?
- Primeira consulta de 2 horas. Entrevista detalhada sobre a sua história desde a infância, os sintomas de hoje e o impacto na vida. Presencial ou por telemedicina.
- Escalas e informações de quem convive. Usamos escalas de sintomas e, quando possível, conversamos com um familiar ou parceiro para completar o quadro.
- Diagnóstico e outras causas. Investigamos ansiedade, depressão, sono, substâncias e, em pessoas mais velhas, alterações de memória. Pedimos exames quando necessário.
- Plano e acompanhamento. Combinamos orientação, organização, técnicas psicoterápicas e medicação quando indicada, com consultas de acompanhamento de 1 hora.
Para quem convive
Conviver com alguém com TDAH não diagnosticado pode gerar brigas por atrasos, esquecimentos e contas atrasadas. Muitas vezes o que parece descaso é dificuldade real. Trazer exemplos concretos do dia a dia ajuda muito na avaliação, e participar do tratamento ajuda a casa a funcionar melhor para todos.
Quer entender se é TDAH?
Agende uma avaliação com tempo para ouvir a sua história. Atendimento na Vila Clementino, em São Paulo, ou por telemedicina.
QUEM ATENDE
Quem faz a avaliação

Dr. Thyago Furtado
PSIQUIATRA · PSICOGERIATRIA
CRM-SP 194425 · RQE Psiquiatria 71263 · RQE Psicogeriatria 712631
PERGUNTAS FREQUENTES
Dúvidas sobre TDAH no adulto
Como saber se tenho TDAH?
Só uma avaliação médica pode dizer. Ela olha a sua história desde a infância, os sintomas atuais e o prejuízo na vida, e descarta outras causas de desatenção como ansiedade, depressão e sono ruim.
TDAH pode aparecer na vida adulta?
O TDAH começa na infância, mas muitos só são diagnosticados adultos. Pelos critérios atuais, os sintomas precisam existir antes dos 12 anos. Há um debate científico sobre casos que parecem começar mais tarde, e eles pedem investigação mais cuidadosa.
Como é a avaliação de TDAH no adulto?
É uma entrevista longa, com história desde a infância, escalas como a ASRS e, quando possível, informações de um familiar. Na Clínica L’ami a primeira consulta dura 2 horas. Não existe exame de sangue ou de imagem que confirme TDAH.
Idoso pode ter TDAH?
Pode. O TDAH pode acompanhar a pessoa a vida toda e às vezes é confundido com queixa de memória. Quando a desatenção é recente e piorando, investigamos também alterações de memória.
Preciso de avaliação neuropsicológica para ter o diagnóstico?
Nem sempre. O diagnóstico de TDAH é clínico. Em alguns casos, a avaliação neuropsicológica ajuda a esclarecer dúvidas, e então fazemos o encaminhamento.
A consulta é pelo plano de saúde?
O atendimento é particular. Emitimos recibo para você pedir reembolso ao plano, quando o contrato prevê.
Conteúdo revisado por Dr. Thyago Furtado (CRM-SP 194425 · RQE Psiquiatria 71263 · RQE Psicogeriatria 712631). Última revisão: setembro de 2026. As informações desta página são educativas e não substituem a avaliação médica.
Referências
- Faraone SV, et al. The World Federation of ADHD International Consensus Statement: 208 evidence-based conclusions about the disorder. Neurosci Biobehav Rev. 2021;128:789-818.
- Moffitt TE, et al. Is adult ADHD a childhood-onset neurodevelopmental disorder? Evidence from a four-decade longitudinal cohort study. Am J Psychiatry. 2015;172(10):967-77.
- Kessler RC, et al. The World Health Organization Adult ADHD Self-Report Scale (ASRS): a short screening scale for use in the general population. Psychol Med. 2005;35(2):245-56.
- Michielsen M, et al. Prevalence of attention-deficit hyperactivity disorder in older adults in The Netherlands. Br J Psychiatry. 2012;201(4):298-305.
- Cortese S, et al. Comparative efficacy and tolerability of medications for attention-deficit hyperactivity disorder in children, adolescents, and adults: a systematic review and network meta-analysis. Lancet Psychiatry. 2018;5(9):727-738.