DOENÇA DE ALZHEIMER · CLÍNICA L’AMI

Doença de Alzheimer: o que é, primeiros sinais e como cuidar

A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência. Ela afeta aos poucos a memória recente, depois a orientação, a linguagem e a autonomia para as tarefas do dia a dia. Ainda não tem cura, mas tem tratamento: diagnóstico cedo, remédios quando indicados e apoio à família ajudam a preservar a qualidade de vida por mais tempo.

POR ONDE COMEÇAR

Quem está buscando ajuda?

Casal de idosos abraçados, rosto com rosto, em um momento de carinho
Foto: Junior REIS / Unsplash

Se é você quem está sentindo

Se você anda esquecendo conversas recentes ou se perdendo em tarefas que sempre fez bem, vale conversar com um especialista. Muitas vezes a causa é outra e tratável, como depressão, sono ruim ou efeito de remédios. Se for Alzheimer, saber cedo dá tempo para você participar das decisões sobre a sua vida.

Se a preocupação é com alguém da família

Se você percebeu mudanças no seu pai, mãe ou cônjuge e não sabe como tocar no assunto, você não está sozinho. A família costuma notar primeiro, e o seu relato ajuda muito na avaliação. Aqui você é bem-vindo nas consultas e sai com orientações práticas para o dia a dia.

SINAIS DE ALERTA

Quais são os primeiros sinais de Alzheimer?

  • Esquecer conversas, recados ou compromissos recentes e repetir as mesmas perguntas
  • Se perder em caminhos conhecidos ou confundir datas com frequência
  • Dificuldade nova para lidar com dinheiro, contas, remédios ou receitas de sempre
  • Trocar palavras ou perder o fio da conversa mais do que antes
  • Guardar objetos em lugares estranhos e depois não conseguir achar
  • Mudanças de humor, apatia, desconfiança ou afastamento de atividades de que gostava
  • Familiares ou amigos comentando que a pessoa “não está a mesma”

Se a confusão começou de repente, em horas ou poucos dias, procure um pronto-socorro ou ligue para o SAMU 192. Mudança súbita pode ser delirium, AVC ou infecção, e precisa de atendimento no mesmo dia.

O que é a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro que causa perda gradual da memória e de outras capacidades mentais. Ela é a causa mais frequente de demência, que é o nome geral para quando essas perdas passam a atrapalhar a vida diária.

No cérebro, proteínas chamadas beta-amiloide e tau se acumulam e prejudicam a comunicação entre os neurônios. Esse processo começa anos antes dos primeiros sintomas.

Costuma aparecer depois dos 65 anos, e o risco aumenta com a idade. Mesmo assim, envelhecer não significa ter Alzheimer. A maioria dos idosos nunca terá a doença.

O primeiro sinal típico é a dificuldade de guardar informações novas: a pessoa lembra bem da infância, mas esquece o que conversou ontem. Com o tempo, a doença avança por fases, em ritmo diferente para cada pessoa.

Alzheimer tem cura?

Ainda não existe cura para a doença de Alzheimer. Existe tratamento, e ele faz diferença no dia a dia da pessoa e de quem cuida.

O cuidado costuma combinar algumas frentes:

  • Remédios que podem ajudar na memória e no funcionamento por um tempo. Eles não param a doença, e a indicação é sempre individual. Explicamos isso em detalhe na página sobre tratamento medicamentoso do Alzheimer.
  • Cuidado com outras condições que pioram a memória, como depressão, ansiedade, insônia, perda auditiva, pressão alta e diabetes mal controlados.
  • Revisão dos remédios em uso, porque alguns deixam o idoso mais confuso.
  • Atividade física, convívio social e rotina, que ajudam a manter a autonomia.
  • Orientação à família para lidar com mudanças de comportamento e planejar os próximos passos.

Há também remédios novos que agem sobre o amiloide, já aprovados pela Anvisa. O uso é restrito a fases iniciais, com critérios bem específicos e exames de acompanhamento, e vale conversar sobre isso na consulta caso a caso.

Quanto tempo vive uma pessoa com Alzheimer?

Varia muito de pessoa para pessoa. Estudos mostram, em média, vários anos de vida após o diagnóstico, e esse tempo depende bastante da idade em que ele foi feito e da saúde geral.

Uma revisão com 78 estudos encontrou, no Alzheimer, sobrevida média de cerca de 6 anos a partir do diagnóstico. Outra revisão publicada em 2025 mostrou que quem recebe o diagnóstico mais jovem tende a viver mais anos com a doença, e que outras doenças e a fragilidade pesam bastante.

Média é só média. Há pessoas que convivem com a doença por muito mais tempo. Por isso preferimos conversar sobre o caso de cada um, com calma, e usar essa informação para planejar o cuidado com tranquilidade.

Como é feito o diagnóstico de Alzheimer?

O diagnóstico é clínico: junta a história contada pela pessoa e pela família, o exame do estado mental, testes cognitivos e exames que afastam outras causas.

Na avaliação de memória, investigamos também depressão, problemas de sono, deficiência de vitaminas, alterações da tireoide e efeito de remédios, que podem imitar ou piorar o quadro.

Quando necessário, pedimos exames de sangue e de imagem, e encaminhamos para avaliação neuropsicológica. O objetivo é entender o que está acontecendo e o que pode ser feito agora.

NOSSA ABORDAGEM

Como é o cuidado na Clínica L’ami?

  1. Primeira consulta de 2 horas. Conversamos com calma com a pessoa e com a família, revisamos a história, os remédios em uso e fazemos o exame do estado mental.
  2. Testes e exames. Aplicamos testes cognitivos quando indicado e pedimos ou revisamos exames para afastar outras causas.
  3. Diagnóstico explicado com clareza. Explicamos o que foi encontrado em linguagem simples e montamos um plano junto com vocês, respeitando a vontade de quem está sendo cuidado.
  4. Acompanhamento. Nas consultas de acompanhamento, que duram 1 hora, ajustamos o tratamento, cuidamos do humor, do sono e do comportamento, e orientamos a família a cada nova fase.

Para quem cuida

Cuidar de alguém com Alzheimer cansa, e muita gente adoece junto sem perceber. Nas consultas, a família tem espaço para contar o que está difícil, tirar dúvidas e aprender a lidar com esquecimentos, irritação e noites agitadas. Dividir tarefas entre irmãos, aceitar ajuda e cuidar da própria saúde fazem parte do tratamento. Se você que cuida estiver sem dormir, triste ou sem forças, fale com a gente sobre isso também.

Quer entender o que está acontecendo com a memória?

Agende uma avaliação com um dos psicogeriatras da Clínica L’ami, presencial na Vila Clementino ou por telemedicina. A família é bem-vinda na consulta.

QUEM ATENDE

Psiquiatras com área de atuação em psicogeriatria

Dr. Thyago Furtado, psiquiatra e psicogeriatra

Dr. Thyago Furtado

PSIQUIATRA · PSICOGERIATRIA

CRM-SP 194425 · RQE Psiquiatria 71263 · RQE Psicogeriatria 712631

Dra. Regina Malta, psiquiatra e psicogeriatra

Dra. Regina Malta

PSIQUIATRA · PSICOGERIATRIA

CRM-SP 167446 · RQE Psiquiatria 71914 · RQE Psicogeriatria 719141

PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre a doença de Alzheimer

O que é Alzheimer?

É uma doença do cérebro que causa perda gradual da memória e de outras funções mentais, como orientação e linguagem. É a causa mais comum de demência e aparece principalmente depois dos 65 anos.

Alzheimer tem cura?

Ainda não. Mas tem tratamento: remédios quando indicados, cuidado com outras doenças, atividade física, rotina e apoio à família ajudam a manter a autonomia e o bem-estar por mais tempo.

Quanto tempo vive uma pessoa com Alzheimer?

Varia muito. Estudos mostram, em média, vários anos após o diagnóstico, dependendo principalmente da idade e da saúde geral. Cada caso precisa ser conversado com o médico que acompanha.

Alzheimer é hereditário?

Na grande maioria dos casos, não é passado diretamente de pais para filhos. Ter um familiar com a doença aumenta um pouco o risco. Formas herdadas são raras e costumam começar antes dos 65 anos.

Qual médico trata Alzheimer?

Psicogeriatras, neurologistas e geriatras acompanham pessoas com Alzheimer. O psicogeriatra cuida também do humor, do sono e do comportamento, que mudam bastante ao longo da doença.

Todo esquecimento no idoso é Alzheimer?

Não. Esquecimentos leves são comuns com a idade, e depressão, ansiedade, sono ruim e remédios também afetam a memória. Uma avaliação ajuda a separar uma coisa da outra.